Comunidade Ícaros - Gente Que Faz Diferente - Grande Sonhadores
Ter, 07 de Fevereiro de 2012
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Grandes Nomes

Guti Fraga é um destes sonhadores dado como louco. Nascido em Alto Graças, em Mato Grosso, ele veio para o Rio de Janeiro em 1977. Antes, passou dois anos na Argentina, onde estudou agronomia e medicina até o golpe militar de 1976. “Era preso todo dia porque tinha cabelo comprido. "Cortei duas vezes, mas, na terceira prisão, preferi voltar ao Brasil”, conta. No início da década de 80,  trabalhava como ator e diretor de cena de Marília Pêra, tinha dinheiro para jantar em restaurantes caros e vivia na ponte-aérea cultural entre Rio e São Paulo. Em 1986, no entanto, largou tudo em nome do sonho de montar um grupo de teatro no Morro do Vidigal, zona sul carioca, onde já morava desde que chegou na Cidade Maravilhosa.  Trocou os restaurantes pelo prato feito dos botequins e o táxi pela espera nos pontos de ônibus, mas jamais se arrependeu.
Guti Fraga - O Sonho do Morro
E Guti realizou seu sonho. Juntamente com o cenógrafo Fernando Mello da Costa, o iluminador Fred Pinheiro, o jornalista e dramaturgo Luiz Paulo Corrêa e Castro e a professora Zezé Silva, fundou o grupo Nós do Morro que tem hoje cerca de 300 alunos e reconhecimento por ter formado atores como Jonathan Haagensen, de  "Cidade de Deus", Mary Sheila, que atuou com destaque na minissérie "A Casa das Sete Mulheres", e Roberta Rodrigues, que já fez muitas novelas, entre elas "Mulheres Apaixonadas", de Manoel Carlos.
Mas o início, claro, foi muito difícil: Guti recrutou 16 alunos e saiu pela vizinhança distribuindo convites para as peças do grupo, encenadas num espaço cedido por um padre da área.  As palavras de Guti : “Trabalhamos o resgate da educação, do obrigado e do por favor, que há muito vêm se perdendo, independente de classe social” encerra bem o propósito de seus sonhos. Guti não acredita que tira jovens do tráfico. “Dou oportunidade a quem poderia está fazendo mil coisas, além do tráfico, mas existe esse estereótipo”, diz ele, que aposta na qualidade para fugir do paternalismo.
Guti Fraga - O Sonho do Morro
Em 2002, o Grupo Nós do Morro tornou-se referência internacional graças à participação de seus atores no sucesso de bilheteria "Cidade de Deus", de Fernando Meirelles e Kátia Lund, e, desde então, vem revelando talentos mundo afora. Thiago Martins, Babu Santana, Roberta Rodrigues, Jonathan Haagensen e Mary Sheyla são apenas algumas das estrelas que hoje brilham nas telinhas e nos palcos de todo canto. Mas a trajetória dessa fábrica de sonhos e visibilidades nem sempre trilhou calçadas da fama. Ela foi escrita sob muita transpiração e todo os pés na realidade.
Guti Fraga - O Sonho do Morro
Desde 2001, o patrocínio da Petrobras financia não apenas a formação técnica e artística, mas também o corpo administrativo da empresa com cerca de 30 funcionários, as montagens profissionais realizadas pelo Grupo, o Núcleo Audiovisual e as células multiplicadoras fundadas em Nova Iguaçu, Itaocara, Japeri e Saquarema. Em seus 24 anos de trabalho, o Grupo caracterizou-se por intercalar encenações de textos clássicos da dramaturgia nacional com trabalhos de pesquisa de uma linguagem local, representando questões cotidianas dos moradores da comunidade, investindo na formação de plateia e formando atores, técnicos e, sobretudo, cidadãos.

Grandes Nomes

Zilda Arns Neumann, linda, dócil, dedicada ao um mundo melhor, apareceu neste planeta numa cidadezinha de Santa Catarina de nome Forquilhinha, no dia 25 de agosto de 1934 . Filha do casal brasileiro de origem alemã, Gabriel Arns e Helene Steiner, Zilda foi a 13ª criança do casal numa prole de 16 filhos. Em 26 de dezembro de 1959, casou-se com Aloísio Bruno Neumann (1931-1978), com quem teve seis filhos: Marcelo (falecido três dias após o parto), Rubens, Nelson, Heloísa, Rogério e Sílvia (que faleceu em 2003 num acidente automobilístico). Zilda Arns , médica pediatra e sanitarista, foi avó de dez netos. Irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, foi a fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Recebeu diversas menções especiais e títulos de cidadã honorária no país. Da mesma forma, à Pastoral da Criança foram concedidos diversos prêmios pelo trabalho que vem sendo desenvolvido desde a sua fundação.
Zilda Arns - Pastora dos Sonhos

A TRAJETÓRIA DE UMA SONHADORA:
Formada em medicina pela UFPR, Zilda Arns aprofundou-se em saúde pública, pediatria e sanitarismo, visando salvar crianças pobres da mortalidade infantil, da desnutrição e da violência em seu contexto familiar e comunitário. Compreendendo que a educação revelou-se a melhor forma de combater a maior parte das doenças de fácil prevenção e a marginalidade das crianças, para otimizar a sua ação, a médica desenvolveu uma metodologia própria de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres, baseando-se no milagre bíblico da multiplicação dos dois peixes e cinco pães que saciaram cinco mil pessoas, como narra o Evangelho de São João (Jo 6:1-15).  A sua prática diária como médica pediatra do Hospital de Crianças César Pernetta, em Curitiba, e, mais tarde, como diretora de Saúde Materno-Infantil da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, teve como suporte teórico as seguintes especializações:

* Educação em Saúde Materno-Infantil, na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP);
* Saúde Pública para Graduados em Medicina, na Faculdade de Saúde Pública (USP)
* Administração de Programas de Saúde Materno-Infantil, pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) /Organização Mundial da Saúde (OMS), e Ministério da Saúde
* Pediatria Social, na Universidade de Antioquia, em Medellín, Colômbia
* Pediatria, na Sociedade Brasileira de Pediatria
* Educação Física, na Universidade Federal do Paraná
Zilda Arns - Pastora dos Sonhos
Sua experiência fez com que, em 1980, fosse convidada pelo Governo do Estado do Paraná a coordenar a campanha de vacinação Sabin, para combater a primeira epidemia de poliomielite, que começou em União da Vitória, criando um método próprio, depois adotado pelo Ministério da Saúde. No mesmo ano, foi também convidada a dirigir o Departamento Materno-Infantil da Secretaria da Saúde do mesmo Estado, quando então instituiu com extraordinário sucesso os programas de planejamento familiar, prevenção do câncer ginecológico, saúde escolar e aleitamento materno.
Em 1983, a pedido da CNBB, criou a Pastoral da Criança, juntamente com o presidente da CNBB, dom Geraldo Majella, Cardeal Agnelo, Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil , que, à época, era Arcebispo de Londrina. Após vinte e cinco anos, a pastoral acompanhou quase dois milhões de crianças menores de seis anos e quase um milhão e meio de famílias pobres em mais de quatro mil municípios brasileiros. Neste período, mais de 260 mil voluntários levaram solidariedade e conhecimento sobre saúde, nutrição, educação e cidadania para as comunidades mais pobres, criando condições para que elas se tornem protagonistas de sua própria transformação social.
Zilda Arns - Pastora dos Sonhos
Em 2004, recebeu da CNBB outra missão semelhante: fundar e coordenar a Pastoral da Pessoa Idosa. Atualmente mais de cem mil idosos são acompanhados mensalmente por doze mil voluntários de 579 municípios de 141 dioceses de 25 estados brasileiros. Zilda Arns dividia seu tempo entre os compromissos como coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e a participação como representante titular da CNBB no Conselho Nacional de Saúde, e como membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
A sonhadora terminou sua vida, mas não os seus sonhos. Zilda Arns encontrava-se em Porto Príncipe, Haiti, pobre país da américa central, em uma missão humanitária, para introduzir a Pastoral da Criança no país. No dia 12 de janeiro de 2010, pouco depois de proferir uma palestra para cerca de 15 religiosos de Cuba, a capital do Haiti foi atingida por um violento terremoto. A Dra. Zilda foi uma das vítimas da catástrofe, mas encerrou sua vida semeando sonhos e esperanças para uma gente que precisava de palavras e sonhos, e esperanças e atitudes. Zilda ofereceu tudo isso por toda sua vida.
Velório de Zilda Arns

ÚLTIMO DISCUSSO:

"... Sabemos que a força propulsora da transformação social está na prática do maior de todos os mandamentos da Lei de Deus: o Amor, expressado na solidariedade fraterna, capaz de mover montanhas. "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos" significa trabalhar pela inclusão social, fruto da Justiça; significa não ter preconceitos, aplicar nossos melhores talentos em favor da vida plena, prioritariamente daqueles que mais necessitam. Somar esforços para alcançar os objetivos, servir com humildade e misericórdia, sem perder a própria identidade.
Cremos que esta transformação social exige um investimento máximo de esforços para o desenvolvimento integral das crianças. Este desenvolvimento começa quando a criança se encontra ainda no ventre sagrado da sua mãe. As crianças, quando estão bem cuidadas, são sementes de paz e esperança. Não existe ser humano mais perfeito, mais justo, mais solidário e sem preconceitos que as crianças. Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe de predadores, ameaças e perigos, e mais perto de Deus, devemos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los
."

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Plinio Pacheco - Paixão Pela ArteQuem nunca ouviu falar de Fazenda Nova? O espetáculo da Paixão de Cristo é encenado e dirigido pela família Mendonça desde o início de 1951, empreitada que foi iniciada pelo patriarca Epaminondas. Plínio Pacheco, casado com Diva Pacheco (atriz que fez brilhante apresentação em novela da Globo - "A Lua Me Disse", 2005) entrou firme nessa história da paixão, fazendo com a cada ano aumentasse o público que se dirigia a Fazenda Nova para assistir ao espetáculo nas ruas. Porém, ficou cada vez mais difícil de ser encenado de forma amadora, de modo que em 1962, Plínio e seu grupo resolveram suspender as apresentações, até o momento em que adquirissem condições para melhorar o espetáculo, especialmente no que tocava à acomodação do público. A partir deste momento, nascia o segundo grande sonho da família Pacheco: a construção da Cidade-teatro de Fazenda Nova.

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Rubem Alves - Brincando num campo de sonhos e letrasSonhar é preciso. Rubem Alves, ex-pastor, ex-professor uniiversitário, teólogo, psicanalista, escritor e também conferencista, corrobora a frase. Autor de muitos livros em 30 anos de exercício da escrita, este mineiro de Boa Esperança, esbanja energia criadora e sonha com surpreendente vigor no alto dos seus - bem vividos - 73 anos. Dono de uma linguagem simples, clara e direta, mesma ponteada por filosofia e metaforismos, Rubem não pensa em parar de sonhar, digo produzir. Defensor do prazer de ler, Rubem sonha com a escola prazeirosa e criativa, livre de obrigações, como a análise sintática "que tira o prazer de ler". Fica claro, nesta introdução, que é justo este o ponto principal da obra de Rubem Alves: o prazer. Prazer de ler, entender o leitor, tocar seu coração.

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Oscar Niemeyer - As Curvas dos SonhosNa Rua Ribeiro de Almeida (nome de seu avô que foi Ministro do Supremo Tribunal Federal) quando ainda se chamava Rua Passos Manuel, no ano de 1907, nasceu Oscar Niemeyer, arquiteto dos sonhos. Teve uma infância feliz, correndo de cima para baixo a íngreme rua em que nasceu. Aos 15 anos, entrou para o Colégio das Barnabitas Santo Antonio Maria Zaccaria e em 1928 concluiu o curso secundário. Até este ano levava uma vida despreocupada e até boêmia, quando surgiu em sua vida a primeira esposa: Annita Baldo, filha de imigrantes italianos das proximidades de Veneza. Depois de casado, Niemeyer passou a compreender as responsabilidades da vida e passou a trabalhar na tipografia de seu pai. Em seguida, já partiu em busca de seus sonhos, ingressando na Escola Nacional de Belas Artes. O diploma de engenheiro arquiteto veio no ano de 1934, quando Oscar tinha 27 anos de idade.

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Che Guevara - A revolução dos sonhosErnesto Che Guevara foi um dos maiores sonhadores da história recente do mundo. Embora seus ideais de vida pareçam muito românticos aos olhos de um mundo hoje globalizado, Che se transformou na imagem viva de um grande sonhador, ícone na história das revoluções do século XX e num exemplo de coerência e ideal político. Sua morte perpetuou a existência de um mito, até hoje símbolo de resistência para os países latino-americanos, mas um mito real, possível e capaz de transformar o mundo. Depois de sua morte nunca mais se ouviu falar de um lutador com igual força. Munido de sonhos e sede de justiça, Che enfrentou os poderosos da América, mas encarou, sobretudo, a fome, a doença e a falta de pespectivas que assolam a vida dos americanos do sul e do centro.Foi na cidade de Rosário, Argentina, no dia 14 de junho de 1928 que nasceu Ernesto Che Guevara, primeiro dos cincos filhos do casal Ernesto Lynch e Celia de la Serna y Llosa, esta a principal responsável pela sua formação porque, mesmo sendo católica, mantinha em casa um ambiente de esquerda e sempre estava cercada por mulheres politizadas. Che estudou grande parte do ensino fundamental em casa com a própria mãe e, desde muito pequeno, sofria com as crises de asma, razão pela qual sua família se mudou para as serras de Córdoba, quando ele tinha 12 anos. Morou próximo a uma favela e, embora a discriminação para com os mais pobres fosse comum à classe média argentina, Che não se importou com o fato e fez várias amizades com os habitantes da favela.

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Chacrinha - Velho guerreiro das jovens tardes de sonhosJosé Abelardo Barbosa de Medeiros nasceu na pequena cidade de Surubim, em Pernambuco no dia 30 de setebro de 1917. Filho de um comerciante e uma dona de casa, formou-se médico, esteve à beira da morte na juventude, tentou ir para a Alemanha de navio e acabou por acaso na então capital federal Rio de Janeiro. Tentou ser locutor de rádio da Rádio Vera Cruz, da Tupi e da Rádio Clube Fluminense, mas seu forte sotaque nordestino não combinou bem com a locução comercial. Mas continuou tentando sucesso nas rádios, porém Insatisfeito mais uma vez com o convecionismo das rádios, resolveu vender sonhos: pediu à direção da Rádio Clube de Niterói onde atuava na época para fazer um programa sobre música carnavalesca num horário avançado da noite. A cúpula da rádio topou e Abelardo Barbosa estreou seu "O Rei Momo na Chacrinha" - este nome porque esta rádio de Niterói funcionava numa chácara próxima ao Cassino de Icaraí. A partir daí, o nome Chacrinha apareceu e se firmou para sempre no cenário da comunicação do Brasil. Chacrinha foi um grande comunicador de rádio e começou a aparecer de forma mais consistente quando mudou o nome de seu programa para "O Cassino da Chacrinha". Num programa nada convencional para a época, Abelardo simulava entrevistas com celebridades, fazia os ouvintes imaginarem o tal cassino, descrevendo festas badaladas no mesmo. Tudo ilusão. Abelardo trabalhava praticamente sozinho com uma parafernália incrível para produzir sons os mais diversos, usando inclusive animais, como o galo que, de fato, existia na chácara da rádio. O Cassino da Chacrinha, neste esquema improvisado, durou do final do carnaval de 1942 até o ano de 1955, quando Abelardo decidiu dar imagens aos seus sonhos. Foi para a televisão. Em 1956, na Rede Tupi do Rio, passou a apresentar o programa "Rancho Alegre" de forma definitiva, largando,assim, o rádio. Foi contratado por quase todas as emissoras de televisão do Brasil e, em 1959, já tinha o programa mais popular da tv: a "Discoteca do Chacrinha".

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Arthur Bispo do Rosário - O louco tinha razão: arteSem nunca esculpir nem usar tintas, nem desenhar, nem fotografar, mas esmerado em sua busca pelo entendimento do mundo, Arthur Bispo do Rosário, considerado esquizofrênico-paranóico, criou arte do lixo do hospital psiquiátrico em que viveu, de sucatas e trapos de panos de outros internos. Genuíno e único no que fez, Arthur hoje é uma unanimidade internacional quanto à sua arte. Segundo Bispo, Deus lhe havia pedido que "reconstruísse o universo" e "registrasse Sua passagem aqui na terra". Durante a maior parte de sua vida - e grande parte desta recluso em uma solitária na Colônia Juliano Moreira - não fez outra coisa senão cuidar dos "desejos de Deus". Desse modo, Bispo produziu arte poética e vergitinosa "para ofertar ao Todo-Poderoso no dia do Juízo Final". O surgimento de Bispo do Rosário no mundo já é um de seus mistérios: com dois registros de nascimento - um na Light, onde foi empregado entre 1933 e 1937, seu nascimento consta como 16 de março de 1911 e outro nos registros da Marinha de Guerra do Brasil, onde serviu entre 1925 e 1933, a data é 14 de maio de 1909.

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